O evangelho desconhecido de Tomé

Evangelho
de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito
copta em Nag Hammadi, é uma lista
de 114 ditos
atribuídos a Jesus. Alguns são
semelhantes aos dos evangelhos canônicos de Mateus,
Marcos, Lucas e João,
mas outros eram desconhecidos até a descoberta desse
manuscrito
em 1945. Tomé não explora, como os demais, a forma
narrativa, apenas cita – de forma não estruturada – as frases,
os ditos ou diálogos breves de
Jesus
a seus discípulos, contados a Tomé
o Gêmeo, sem incluí-los em qualquer narrativa, nem apresentá-los
em contexto filosófico ou retórico. Duas características
marcantes do Evangelho de Tomé, que o diferenciam dos canônicos,
são a recomendação de Jesus para que ninguém
faça aquilo que não deseja ou não gosta e a ênfase
não na fé, mas a descoberta
de si mesmo
.

Uma boa
discussão, em língua portuguesa, sobre esse evangelho
encontra-se no livro "Além
de Toda Crença: O Evangelho Desconhecido de Tomé
",
da historiadora Elaine Pagels, que defende
a tese de que o Evangelho de João
teria sido escrito para refutar o de Tomé
. Obtém-se
nesse livro proveitosa aula sobre o início do Cristianismo e
entende-se melhor a escolha dos evangelhos canônicos e a posterior
rejeição aos demais, tratados como "heréticos".

O escritor
brasileiro Isaque de Borba Corrêa
(isaqueborba) defende uma interessante tese baseada em antigas cartas
de jesuítas, nas quais se relata a presença desse apóstolo
na América. Segundo o catarinense Corrêa, mais de vinte
jesuítas peregrinaram pelas Américas em busca das informações
que o santo teria legado a seus sucessores. Isaque advoga a tese de
que São Tomé teria não apenas viajado até
a Índia, como teria estendido seu périplo às "Índias
Ocidentais
", atual América.

Segundo
a tradição, São Tomé teria
partido para as Índias acompanhado de João Crisóstomo.
O escritor Panteno, segundo Eusébio, também esteve na
Índia e conversou com Crisóstomo, mas não comentou
sobre Tomé. O Padre Simón, na Colômbia, foi conduzido
por um índio até uma gravura em pedra, na qual estavam
gravadas as imagens de três homens, cada um contendo uma inscrição
que Simón não teria conseguido traduzir. O ingênuo
nativo traduziu-as para o jesuíta, explicando que as inscrições
eram os nomes de cada um deles: João
Crisóstomo
, Tomé
e Engélico. Eram
figuras humanas que usavam barba, batina e sandálias. A figura
central, Tomé, trazia na mão algo parecido com um livro.
Isaque afirma que as pesquisas acerca da estada desse santo na América
não prosperaram em virtude de um decreto emitido pelo Papa
Urbano VIII
, que considerou tal propósito uma
heresia. Temendo um processo inquisicional por parte do Tribunal do
Santo Ofício, os jesuítas recuaram em seu propósito
e abandonaram as pesquisas.

Uma resposta to “O evangelho desconhecido de Tomé”

  1. Marcos Monteiro Says:

    Eu me pergunto todos os dias por que a igreja ñ aceita esses achados historico como fatos veridicos e reais, que acho retrata a realida da hitoria do cristianismo, tenho a impressão que eles escondem alguma coisa que ñ pode ser revelada de fato, é uma pena que nós pobres cristãos ñ podermos saber da verdadeira historia do cristianismo.

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